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Temos uma bateria de 65 amperes, nova em folha.
colocamos um carregador solar (rígido) de 0,64 amperes, (ocupa a área exata
da gaiuta da cabine de proa, que fica à frente do mastro);
qdo estamos "motorando", desligamos esse sistema, e daí a bateria é
carregada pelo próprio.
colocamos uma célula foto elétrica por dentro da escotilha da cabine de
proa, e sob a cruzeta do mastro uma strobo branca (flash), 12 volts, que
aqui usam sob o pará-choques traseiro dos carros para sinalizar a cada vez
que se freia.
Pois bem, ela durou exatamente três noites e queimou, talvez devido às
chuvas, ou às ventanias que agüentou, ou à utilidade constante por cerca de
12 horas.
pergunta:
Com um gerador solar de apenas 0,64 amperes , qual deveria ser a "watagem"
de uma Lâmpada flash para trabalhar em equilíbrio com a carga diurna, (então
com o flash apagado) para não descarregar a bateria? Aqui existe um flash com uma lâmpada Xenon 12 volts, 3 wats, próprio para barcos, será que dará?
Não sei se é sua "curtição", mas você poderia fazer estes cálculos? Se a resposta for negativa, por favor, não esquente a cabeça com isso, mas
estamos apanhando aqui por falta de um conselho exato.
O fabricante do carregador solar não foi capaz de dar uma resposta em
cima...
Bom, vou interrompendo por enquanto,
 

Quanto aos cálculos, é difícil se chegar a um número pois um painel solar nuca produz "de fato" aquilo que a especificação diz.
Ele deveria estar colocado sempre perpendicular aos raios de sol, não deveriam haver nuvens, etc etc.
Creio que se você considerar 25% do valor nominal como correto, dá para começar a calcular.
Assim, 25% de 0.64 amps são 0.16 A. Multiplicado por 10 horas dá 1.6 amperes /dia.
Um lâmpada normal de mastro, consome no mínimo 1 amperes hora, acesa toda uma noite (12 horas) são 12 amperes. Os 1.6 amperes que o carregador solar fornece, não dá nem para saída.
Se sua bateria realmente é de 65 amperes (desconfio sempre das especificações) é preciso saber se ela é para descargas lentas ou para automóvel (descarga rápida na hora da partida).
Se for lenta melhor, se for automotiva pior.
De todo modo, você precisa cuidar para não descarrega-la totalmente pois abaixo de 50% da carga, você começa a danificar as placas da bateria, mesmo as para descargas lentas e sucessivas.
Assim, seus 65 amperes são na realidade 32.5 amperes úteis.
Ainda há mais. É muito difícil conseguir carregar totalmente uma bateria.
Até 75% da carga vai rápido, depois a corrente de carga cai para não esquentar demais a bateria e danifica-la, e o resto da carga vai devagar.
Lá se vão mais 25 %. Na realidade de uma bateria você  e f e t i v a m e n t e   só utiliza 25% da capacidade.
Assim, conte com 16 ampéres. Você tem bateria para pouco mais de 1 dia!
Para repor estes 16 amperes, você precisa colocar na bateria uns 30% a mais devido às perdas do processo de carga.
Seu carregador deveria, para manter sua bateria mandar 20 amperes por dia.
De outro lado, você precisa encontrar uma lâmpada estrobo que consuma no máximo 16 amperes dia.
A sua , com 3 AH, em 12 horas são 36 amperes, é muito, a bateria não aguenta, o carregador menos ainda.
E ainda por cima, as lâmpadas estrobo nem sempre são feitas parra funcionar continuamente, como esta de pará-choques..
Há uma solução:
Dê uma olhada no site http://www.deepcreekdesign.com/lorespage.html
Você vai encontrar lâmpadas para luz de ancora, com consumo de 100 miliamperes, o que em sua instalação vai consumir aquilo que sua placa solar fornece, portanto é a solução de sua problema.
(Compliquei antes só para assustar)

Sergio

 

Você tem compressor para cilindros de mergulho? Ele costuma consumir muita elétrica, como você fez, se tiver algum?

Tenho a bordo um compressor Bauer que carrega cada tanque a 3000 psi em meia hora. Ele tem um motor elétrico de 1 hp, portanto não é um grande consumidor de corrente a 220 volts.

 Pelo que entendi, voce está com 3 Balmar e fora isto outro gerador para o ar condicionado?
Meu amigo, estou começando a pirar com tanta informação e decisões a tomar.
Aproveitando, como voce planejou a parte elétrica: voce fez tudo, decidiu tudo ou contratou algum especialista ( engenheiro eletricista ) para este projeto? E em relação a motorização? como voce planejou as necessidades de ligações de combustíveis, filtros, pré-filtros, etc? Conhecimento, estudo e mais alguma ajuda externa? Estou um pouco inseguro com tudo isto. HELP !!

 

 

No San Marino a coisa funciona assim:

Temos um grande gerador ( 5o KW em 50 hz, 60 KW em 60 Hz).

Quando estamos em viagem como agora, ligamos este gerador um mínimo de 3 horas por dia.

Neste período carregamos nossas baterias de serviço, fazemos água doce, lavamos a roupa e os pratos nas lavadoras, esquentamos eletricamente nossa água (dois aquecedores de 80 litros cada).

Se está muito calor ou se estamos navegando, ligamos também o ar condicionado. Ele faz bem ao gerador que não gosta muito de trabalhar sem carga.

As vezes o gerador fica ligado mais tempo, só pelo ar condicionado, você sabe, por aqui faz muito mais calor que no Brasil, onde jamais ligávamos o ar condicionado, pois o San Marino é termicamente muito bem isolado, falaremos disto outra hora.

Uma vez carregadas as baterias, desligamos o gerador. Temos só um, pois coloquei em cada motor um alternador extra de 200 ampères que podem carregar as baterias em caso de emergência ou quando estamos navegando.

Ligado às baterias temos um inversor 12 volts/ 110 volts 60 ciclos 2500 watts, que nos fornece corrente nesta voltagem direto das baterias, mesmo quando estamos ligado em marina com 220/50.

Temos também dois inversores 12 volts/220 50 ciclos total 7000 watts, que alimentam todos nossos circuitos inclusive o fogão.

Só o ar condicionado, o dessalinizador e o aquecedor de água não são acionados pelos inversores.

Sem gerador, ficamos sem ar condicionado, aquecemos a água com o queimador de diesel webasto do aquecimento e usamos os 2600 litros de água doce de nossos tanques.

Se você elimina o ar condicionado, não precisa mais de gerador, pode usar só os alternadores e um carregador de baterias que produz água doce como o da Balmar.

Também as geladeiras e freezer são movidos a 12 volts, falaremos disto outra hora, é muito importante.

Quando você para de navegar e se amarra a um cais, tem que ligar seu sistema elétrico à terra, pois o gerador incomoda todo mundo.

Mantendo-se na América, 60 ciclos, 220 volts é uma boa escolha, salvo Argentina, Paraguai, e creio algumas ilhas do Caribe.

No caso do San Marino podemos ligar em qualquer ciclagem ou voltagem.

No San Marino temos um sistema automático de relés que nunca deu problema. Ele dá prioridade ao gerador. Assim quando o gerado é ligado, todos os circuitos de alimentação (inversores e tomada de terra) são desligados.

A segunda prioridade é a tomada de terra que desliga os inversores.

Se não há nem energia na terra nem no gerado, funcionam os inversores puxando corrente das baterias.

Compre o livro

Wiring 12 volts for Ample Power , David Smead & Ruth Ishihara, Rides Publisshing Company,

Acho que você vai encontrar na West Marine ou na Amazon

Tem tudo que você precisa saber sobre o sistema elétrico, é absolutamente indispensável.

 

No Beebe, fala-se em flipperstoppers com rigs, também sobre activated fins, qual na sua experiência tem sido a melhor conduta?

Outra dúvida que tenho ainda, entre outras, é quanto a colocação ou não de mastro central. Realmente tem alguma finalidade além de uma leve estabilização? ou será melhor esquecer isto e só instalar um braço-mecânico-guinho?

PS: 1. Gostei da sua sugestão de fazer travessias em cargueiro. Isto é bem utilizados? E os preços, você teria alguma idéia USA- Europa?

2. Vocês já fizeram algum percurso nos rios navegáveis da Europa? O que você acha? Quando estive agora em Lucerne, ao museu dos transportes, no setor de hidrovias vimos que você consegue navegar por metade da Europa e estão preparando outras comunicações para a outra metade

 

Sugiro que você pegue o projeto do Trawler e o envie para a Naiad, a melhor fornecedora de estabilizadores, pedindo cotação de preços e modelos.

Quando mandei o projeto do San Marino, eles responderam que o estabilizador teria que ser muito grande, pois a força de endireitamento do San Marino era imensa, eles não recomendavam colocar estabilizadores.

Mesmo assim deixei espaço para coloca-los no futuro, mas não foi necessário.

Não gosto dos flipperstoppers do Beebe, são eficientes mas muito trabalhosos de serem montados, cada vez que se navega.

Um mastro e uma vela. Para estabilizar, deve ser bom, mas nunca vi nenhum Grand Banks usando vela para isto, e olha que por aqui existem muitos.

Os Grand Banks rolam bastante, o pessoal usa estabilizador ativo.

Quanto ao pau de carga, se grande, é muito útil.

Nosso guindastes trabalham em continuação, são indispensáveis.

Para embarcar num navio especializado em transportar iates (destes que afundam, você entra dentro navegando e depois eles sobem outra vez) custa 1000 dólares por pé, do Caribe à Europa. O capitão e esposa viajam numa confortável cabine no mesmo navio.

Se você despachar num cargueiro, no convés, creio que vai custar uns 10.000 dólares.

Os rios da Europa são um grande encanto. Vários amigos nossos viajam sempre por eles. O Richard, inglês, veio de Roterdã ao mar negro, pelo canal que cruza toda a Alemanha.

O Lothar, Alemão, veio do Báltico até Marseille, cruzando toda a suíça muitas vezes em túneis.

Para isto é melhor não ter mastro, pois é necessário desmonta-lo.

O interior da França em particular é muito romântico e bucólico

O pau de carga pode ser muito útil pois ele em geral é muito mais longo e ágil que um guindaste comum.

Estando mais ou menos no centro do barco. pode transportar coisas dentro do próprio barco, alem de ser usado como guindaste.

Claro que depende da altura do mastro.

Mas se você achar um modo de colocar o pau de carga, não esqueça de fazer o acionamento do cabo e da altura do pau com dois motores elétricos (acho que poderá ser um guincho elétrico para trailer). Usar o sistema tradicional de veleiros, com catracas manuais é trabalhoso, inseguro e precisa de duas pessoas para realizar qualquer tarefa.

 

Então na prática, apesar de mais caros os estabilizadores ativos são muito melhores, certo? Aproveitando, você conhece a marca Vetus, também é boa? Pelo menos vejo propaganda na revista passagemaker.

Aproveito para te perguntar que você acha ou conhece dos geradores Panda? Pequenos, fortes e eficientes????

Uma dúvida que também ficou é: será que com motorização dupla, vale realmente a pena investir no bow thruster?

Comprei muitos produtos Vetus que usei durante a construção, alguns foram excelentes (sistema de escapamento, filtros de água, limpadores de pára-brisas) outros foram uma decepção (piso antiderrapante, use o Treadmaster americano, é incrível, não deixe colocar Teca, é bonito mas fica nisto pois dá trabalho, mancha, esquenta o teto das cabines e vasa água nos pontos de fixação).

Estabilizadores use Naiad ou então Naiad.

Se você é um bom piloto, com dois motores e um pedaço de cabo de nylon, faz qualquer manobra em qualquer porto com segurança e muito vento.

Mas os pilotos de férias que vejo são terríveis, e um bow thruster é indispensável. Não estou te chamando de barbeiro, - como posso avaliar?- mas quero também dizer que com vento muito forte o bow thruster deixa de ser confiável, voltam as velhas manobras com auxilio de cabos.

Conheço sim os geradores Panda. São alemães, e se valem de uma nova tecnologia. Pode ser uma boa escolha pois são leves e compactos.

Ha outras saídas:

Você pode somente gerar 12 volts e carregar suas baterias de serviço. A Balmar fabrica um pequeno gerador com motor Kubota, que fornece bons 200 ampères e ainda pode ser acoplado a um dessalinizador.

Você vai fazer os 220 volts ou 110, na freqüência que quiser, usando inversores. Tenho a bordo três, um de 110 60 ciclos de 2500 watts e dois de 220 volts 50 ciclos, trabalhando em tandem, 7000 watts.

Nunca me deram problema estão ligados ha 8 anos direto.

Quando navega você fica carregando as baterias com os motores, gerador parado.

Nos portos você só conecta o carregador de bateria, precisa de pouca corrente que pode ser 110 ou 220, 50 ou 60 ciclos não faz diferença.

Fica o problema da água quente, que você pode resolver com o sistema de refrigeração dos motores e do gerador Balmar.

Mas se você quiser ar condicionado, aí precisa de um gerador mesmo.

 

Bow Thruster

.... o que é e como funciona um bow thruster?

É um hélice colocado dentro de um pequeno túnel no final da roda de proa, sob a água.

Comandado por um Joystick na ponte de comando move a proa para boreste ou bombordo sob o comando do piloto.

É normalmente acionado por um motor elétrico ou hidráulico, mas nos grandes navios e ferryes, possui seu próprio motor diesel.

É um grande auxilio para atracar principalmente quando há vento.

O San Marino não tem, mas temos dois motores bem distanciados, e com o comando de ré/avante manobro com segurança. Nunca toco o timão depois que entro em uma marina. Toda a manobra é feita com os reversores.

Isto não é possível com um só motor, nem mesmo manobrar em ré para qualquer direção pois o barco vai girar só em um sentido.

Vale notar que o leme muda a posição da popa em uma manobra, como um carro que tivesse as rodas comandadas pela direção atras.

O Bow truster movimenta a proa, dá para compreender a utilidade.

Vale a pena colocar também com 2 motores.

Devido ao Bow Truster hoje os grandes navios atracam sem a ajuda de rebocador.

Dá também para colocar na popa, vocês vão entrar de lado numa vaga, que sucesso!

 

Casa de Máquinas

...reparei que sua casa de máquinas é muito grande, caso você construisse novamente um barco faria igual?

Eu hoje não faria diferente. O gerador é grande, os motores precisam de espaço para que a manutenção seja fácil. Dentro estão também os tanques de combustivel, de agua, o compressor para carregar garrafas de mergulho, compressores dos banheiros e geladeiras, dessalinisadores, baterias, conversores, aquecedores de agua e ambiente, central do ar condicionado, uma bancada de trabalho e lugar para muitas ferramentas. De sobra ganha-se uma temperatura menor no ambiente quando os motores trabalham dias seguidos, há muito espaço para corculação de ar e dispersão de calor. A temperatura máxima que já encontrei na casa de máquinas foi 45 graus, em pleno verão grego, depois de 2 dias com os motores continuamente ligados.

Âncoras

Compramos uma ancora fortress (como a que esta desmontada em seu porao) de 14,5 quilos mas obtivemos divergentes opiniões a cerca de sua eficácia em fundo de areia. Qual seria a opinião de vocês?
Desculpem-nos por incomoda-los com estas perguntas mas tem sido muito difícil obter informações precisas
por aqui.

Quem disse que a Fortrees não vai bem na areia errou feio.

Tanto areia mole quanto dura, o lama mole ou dura, são os fundos onde a Fortress é imbativel.

Em fundo rochoso ou coberto de grama, a Fortress não vale muito

Na Grécia, onde ventos força 8 são uma constante, tivemos que montar a Fortrees e usa-la sempre.

Veja os resultados em nosso diário de bordo, depois de Creta.

 Só estamos em dúvida agora acerca da segunda âncora -- se devemos colocar uma tipo almirantado de ferro fundido, uma bruce ou sei lá o quê. A âncora que vocês usam é uma CQR, não é? Você me sugeriria esta? Ela serviria aos nossos propósitos?

A sua Fortress, pelo que você me disse é a FX 37. Ela foi corretamente calculada.
Prenda nela um pouco de corrente de 3/8" usando um moitão de 1/2", e junte este conjunto a 100 metros de cabo de nylon (tem que ser nylon , é elástico e não flutua) e você terá um conjunto inigualável. É calculado para agüentar
6000 quilos de tração, o suficiente para segurar o San Marino que pesa 65 toneladas em ventos de 50 nós.
Isto se vocês subirem o ferro no braço o que é saudável!
Se colocarem um cabrestante elétrico, use tudo corrente, fica ainda melhor.
A única falha da Fortress é a mesma de todas as ancoras tipo Danforth:
Se você estiver ancorado com vento norte por exemplo, e ele virar para sul, seu barco vai girar 180 graus, a ancora vai soltar, girar e agarrar novamente.
Neste giro há o risco de uma pedra ou pedaço de pau se encaixar entre as duas unhas da ancora. O movimento das unhas fica preso com a haste e a ancora não pega mais. Já aconteceu conosco.
Por isto só uso a Fortress quando estou a bordo. Se deixo o barco por mais tempo deixo nas CQR que não correm este risco mas minha Fortress agarra muito mais.
Paraty tem muito fundo de lama mole, você é que vai rir muito dos outros barcos garrando com vento forte e o seu firme como numa poita.
Mas nos locais com fundo de rocha, talvez você vá precisar de uma outra ancora, experimente antes.
Cada navegador tem uma opinião diferente sobre ancoras, a discussão é interminável, mas o resumo honesto é:

Fortress e Danforths - Excelente em areia e lama, fraca em fundo de rocha, boa em grama se atravessar o emaranhado.
Bruce - Razoável em areia e lama, boa em rocha e grama , difícil de empilhar no deck.
CQR - Como a Bruce, mas muito fraca em lama mole, a não ser que afunde até achar o fundo sólido. Muito cara.
Almirantado - Desajeitada, grande, mas uma boa ancora para fundo rochoso.
Talvez seja uma boa idéia você ter uma desmontada no porão para emergências.
Talvez seja a solução de seu problema.
Há entretanto uma regra importante. (exceto para a Almirantado)
Compre sómente ancoras originais do fabricante, nunca cópias. Poucos graus de diferença numa peça mudam totalmente o comportamento de uma ancora. Uma cópia de uma Bruce (que é de aço forjado) feita em ferro fundido, quebra-se no momento que você mais precisa.

Válvulas de saída do Casco

Esta semana estive em Guarujá e conheci uma pessoa extraordinária e que também lhe conhece. É o Ovid Duncan, e fui consulta-lo sobre este sistema de descarga no fundo do barco, com são as lanchas italianas atualmente. O Ovid foi muito gentil comigo e me ajudou bastante. Pelo menos defini que para um trawller não é recomendado este sistema de escapamento.

Estou de acordo com o Ovid, não adianta nada juntar tudo em uma só saída pois as derivações vão continuar existindo e o risco vai ser o mesmo ( e fica mais difícil limpar as cracas).
O que fiz no San Marino foi somente ter furos para entrada ou saída d'água dentro da casa de máquinas. Assim, se houver inundação ficará restrita a casa de máquinas que possui portas estanques e não deixará a água inundar os
outros compartimentos.
Sendo central, não afeta também o trim do barco.
As válvulas são todas em local de fácil acesso, posso fecha-las com facilidade ao deixar o barco só.
Como nossos 5 banheiros funcionam só com água doce, não há entrada para as toaletes, e a descarga vai para o Holding Tank, assim também não temos furos no casco para os banheiros.
Não se esqueça de deixar as saídas dos holding tanks, pias e outras coisas poluentes longe da tomada de água do dessalinizador.

Visão Noturna

Olá. Resumindo. Depois de navegar pelo golfo de Penas, no Chile, num ferry boat e enfrentando força 9, com rajadas de 110 km/h, e ondas de 8 a 10 metros, numa escuridão total, fiquei pensando: por que os barcos não tem uma câmara adaptada para ver na escuridão? Assim o timoneiro não teria que adivinhar de onde a onda viria, e poderia atacá-la com mais segurança.
Não é uma boa idéia? Deve ser caro, mas nunca se deve economizar em segurança, não é?

Os barcos grandes e modernos tem um sistema de televisão para observação noturna. Nós que somos pequenos temos um visor manual que amplifica os raios luminosos e nos permite ver à noite ao entrar num ancoradouro ou coisa assim.

Mas para um mar muito bravo, o jeito é escolher uma direção boa e deixar bater. É difícil ver a onda que vem, pois a gente fica num buraco sem nenhuma vista, tem o spray do mar que começa com força 9, é como uma chuva pesada, não se vê nada.

O negocio e confiar na sorte e na qualidade do barco.

Temos muita vontade de navegar no Chile, quem sabe um dia?

Internet

Como estou desenvolvendo um projeto, gostaria de saber qual o sistema que vocês usam de telefonia móvel, para comunicar-se na internet. Voces conhecem o sistema Magellan world phone com sistema Inmarsat?

Eu aguardaria ainda mais um pouco para decidir.

Muita gente está trabalhando em cima de um sistema satelitario de transmissão de dados, inclusive a Microsoft, alguma coisa vai acontecer.

O inmarsat C da magellan é o mesmo que nós usamos, só que o nosso é da Trane e Trane, dinamarquesa, e é uma estação fixa marítima, enquanto a Magellan é uma estação móvel terrestre que você tem que apontar para o satélite.

De todos os modos é um sistema muito lento, (2400 bauds), que é também a velocidade de dados do Magella world phone (inmarsat M) que também transmite voz, muito lento.

Não usamos o internet via Inmarsat, mas sim via telefone celular, (9600 bauds, mais aceitável) mas isto é um luxo enquanto estamos perto da costa.

Quando estamos longe, só usamos o inmarsat com e-mail, telex e previsões do tempo.

O internet é ferramenta muito valiosa para a previsão do tempo e a Milena é que é a especialista no assunto. Quando vocês estiverem navegando, ela passará os endereços úteis.

Aguardem um pouco. O Iridium e a Globalstar foram um fracasso, a Inmarsat está para lançar alguma coisa nova, na faixa de 64K bauds, sem a necessidade de grandes antenas ou gastos como hoje é o Inmarsat A

 Gás, TV, Traineiras

 Sergio; tenho feito minhas pequenas navegações nos litorais do Paraná e Santa Catarina, em meu Intermarine Oceanic 26 com centro-rabetas Mercruiser. Sem dúvidas, é um barco muito rápido, embora pequeno.
Ocorre que já ando cansado das frescuras de uma lancha de fibra. Muito delicado.
Estou pensando em partir para um barco de madeira, resistente e confortável.
Que tal uma TRAINEIRA? aprox. 40 pés ?
Penso em equipá-la com dois Scania ou Volvo (aprox. 250 a 300 HP cada).
Pergunto:
a) como proteger a madeira contra o ataque da BROCA? qual a melhor madeira?
b) qual sua opinião sobre a instalação de aquecedor de água (tipo de passagem) a gás?
c) qual o mais eficiente tipo de antena de TV? Ouvi falar que existe antena parabólica para barco. Voce conhece?
d) onde conseguir modelos de projetos de traineiras?
e) traineira e trawler são a mesma coisa?

Nosso barco anterior era um Bayliner 27 pés com rabeta volvo penta. Durante 8 anos fizemos quase 2000 horas com ele, é um ótimo tamanho para duas pessoas cruzarem em fins de semana e pequenas férias.
Para cruzeiros mais longos, uma traineira é uma solução muito boa.
Tenho pouco conhecimento de barcos de madeira apesar de ter possuído alguns, mas sei que podem durar 100 anos se a madeira é de boa qualidade. Hoje, com as maravilhosas tintas poliuretanicas que existem, a manutenção fica muito mais fácil.
Um bom barco de madeirá é sólido e marinheiro, se bem construído.
Acho que a motorização para uma traineira de 40 pés não deveria ultrapassar os 300 HP, no total. Muito motor não vai ajudar quase nada em mais velocidade e você vai usa-lo em baixa, o que queima injetores e não faz bem ao motor.
Quanto ao aquecimento de água, nós não gostamos de gás a bordo, se bem que sei que é uma solução muito pratica. Coloque o bujão o mais possível à popa, bem ventilado. Lembre-se que o Propano ou Butano são mais pesados que o ar e irão se depositar no fundo de seu porão se houver vazamento.
Bem à saída do bujão, coloque uma válvula solenóide elétrica que se abre quando energizada. Junto ao aquecedor e a o fogão a gás, coloque um timer que você aciona pelo tempo necessário. Assim, se houver vazamento, o solenóide corta quando o tempo passa.
Será bom ter um sensor de gás no porão como alarme.

Antenas de TV: Para os programas normais, qualquer tipo omnidirecional, mesmo destas que se usam em trailers. A nossa é da West Marine, ( www.westmarine.com ). Parabólicas existem , a nossa é fixa, só usamos em portos. Existem alguma muito complexas e automáticas, outras mais simples que são comandadas por uma bússola eletrônica e só giram no sentido horizontal.
Que eu saiba, o termo inglês Trawler, é derivado do português "trainar", uma das poucas palavras que fizeram rota inversa, eles é que roubaram de nós.
Na pratica usa-se traineira para barcos de pesca e trawler para barcos de prazer, ou traineiras convertidas, se é que estou certo.

 Energia Alternativa 

Sou viciado em energia solar. Eu mesmo instalei em meu pequeno sítio/refúgio perto de Teresópolis, para iluminação, som e um pouco de notícias pela TV p/b, e meu atual relógio de pulso também funciona a
energia solar.
Lembrei agora que a cozinha do San Marino é elétrica, aí concordo que painéis solares são insuficientes. Mas eu usaria gás. E aí vai outra pergunta: Seria mesmo difícil achar bujões ou possibilidade de recarga nos portos que visitou? Tendo diferentes calibres de conexões deve ser possível. Então, com suficientes painéis solares, cada vez mais eficientes, se poderia passar dias ancorado num lugar bonito na maior tranqüilidade, antes de ter que ligar gerador/motor. Durante a noite, só haveria o consumo da geladeira e freezer (este até se poderia desligar após certa hora, sem abri-lo mantém tudo congelado até o dia seguinte) de baixo consumo, eventualmente som, lâmpadas de baixo consumo e os instrumentos em stand by - o que com bancada de baterias adequada não deve representar problema.


O gás, como ela disse com razão, é uma fonte de preocupação permanente.
Uma instalação muito perfeita inclui o bujão montado fora, preferivelmente à popa, com uma válvula solenóide normalmente fechada bem na saída do bujão, a qual só abre quando se aciona um timer por controle remoto, na cozinha.
Mas num barco, todas as tubulações (água, diesel, gás) estão sujeitas a vazamento pelo stress causado pela vibração do motor e movimento constante do casco. Mais cedo ou mais tarde ele vai acontecer.
Assim, mesmo com a proteção da válvula solenóide, se houver um pequeno vazamento enquanto você cozinha, o gás de cozinha, que é mais pesado que o ar, vai se acumulando no porão do barco e não tem por onde sair.
A grande proteção que o gás de cozinha oferece é que ele recebe na fabricação um componente que introduz um forte odor (basicamente o butano ou propano são indoros), e num vazamento em uma casa, logo se sente o cheiro.
No barco não, vai tudo para o porão.
À primeira faisca no porão (uma bomba que se ligue automaticamente, por exemplo) vem a explosão, e o fogo é o mais perigoso acontecimento num barco.
A solução pode ser colocar um sensor de gás no porão, o qual aciona um alarme, ou ainda um exaustor elétrico que retire os gases do porão enquanto o fogão funciona.
A mais perfeita (mas que só existe nos estados unidos) é usar um novo tipo de gás, mais leve que o ar.
Na dúvida prefiro não ter gás a bordo.
A Gasolina, cujos vapores apresentam o mesmo problema, a tenho toda no tijupá, e as baterias (que em carga produzem também um gás explosivo), as nossas são todas gel, seladas.
Posso parecer exagerado, mas todo cuidado é pouco.
É marinheiro usar fogão a álcool ou querosene. O álcool não produz vapores explosivos e como se mistura com a água, para apagar um fogo causado por ele, basta jogar água, o que não falta no mar.
Existem excelentes fogões a álcool, (Primus) que produzem chama sob pressão, muito eficientes.
Há também combinação num mesmo fogão, de boca elétrica e álcool, a meu ver uma ótima solução, elétrica quando em marinas, álcool na ancora.
A água quente, posso sem problemas cria-la com o meu queimador de diesel, que uso no inverno para aquecer o interior, e o faço. Não é um problema.
Geladeiras e freezer, consomem por volta de 40 ampères/dia, dá para agüentar com painéis solares.
Se você não utilizar os equipamentos abaixo, dá para viver com energia solar:
Dessalinizadores (consumimos 600 litros de água doce por dia, só nos dois), são 3 horas de funcionamento a 3kw por hora;
Maquina de lavar roupa, maquina de lavar pratos, secadora de roupas, secador de cabelos, ferro de passar roupas, todos grandes consumidores de energia;
O ar condicionado não nos faz falta, não gostamos.
Assim, como você vê para nós não há outra solução e por isto temos um gerador grande.
Ligamos tudo ao mesmo tempo lá pelas 9 ou 10 da manhã e ao acabar o almoço desligamos.
Neste mesmo período todos os veleiros ancorados ao lado estão com seus motores ligados para recarregar as baterias consumidas a noite com a luz do mastro e congelar a placa eutética do freezer, e todos vivem contentes.
Mas se ao lado ancora um iate a motor, é uma desgraça, gerador dia e noite e
todo mundo reclama.

O gás, como ela disse com razão, é uma fonte de preocupação permanente.
Uma instalação muito perfeita inclui o bujão montado fora, preferivelmente à popa, com uma válvula solenóide normalmente fechada bem na saída do bujão, a qual só abre quando se aciona um timer por controle remoto, na cozinha.
Mas num barco, todas as tubulações (água, diesel, gás) estão sujeitas a vazamento pelo stress causado pela vibração do motor e movimento constante do casco. Mais cedo ou mais tarde ele vai acontecer.
Assim, mesmo com a proteção da válvula solenóide, se houver um pequeno vazamento enquanto você cozinha, o gás de cozinha, que é mais pesado que o ar, vai se acumulando no porão do barco e não tem por onde sair.
A grande proteção que o gás de cozinha oferece é que ele recebe na fabricação um componente que introduz um forte odor (basicamente o butano ou propano são indoros), e num vazamento em uma casa, logo se sente o cheiro.
No barco não, vai tudo para o porão.
À primeira faisca no porão (uma bomba que se ligue automaticamente, por exemplo) vem a explosão, e o fogo é o mais perigoso acontecimento num barco.
A solução pode ser colocar um sensor de gás no porão, o qual aciona um alarme, ou ainda um exaustor elétrico que retire os gases do porão enquanto o fogão funciona.
A mais perfeita (mas que só existe nos estados unidos) é usar um novo tipo de gás, mais leve que o ar.
Na dúvida prefiro não ter gás a bordo.
A Gasolina, cujos vapores apresentam o mesmo problema, a tenho toda no tijupá, e as baterias (que em carga produzem também um gás explosivo), as nossas são todas gel, seladas.
Posso parecer exagerado, mas todo cuidado é pouco.
É marinheiro usar fogão a álcool ou querosene. O álcool não produz vapores explosivos e como se mistura com a água, para apagar um fogo causado por ele, basta jogar água, o que não falta no mar.
Existem excelentes fogões a álcool, (Primus) que produzem chama sob pressão, muito eficientes.
Há também combinação num mesmo fogão, de boca elétrica e álcool, a meu ver uma ótima solução, elétrica quando em marinas, álcool na ancora.
A água quente, posso sem problemas cria-la com o meu queimador de diesel, que uso no inverno para aquecer o interior, e o faço. Não é um problema.
Geladeiras e freezer, consomem por volta de 40 ampères/dia, dá para agüentar com painéis solares.
Se você não utilizar os equipamentos abaixo, dá para viver com energia solar:
Dessalinizadores (consumimos 600 litros de água doce por dia, só nos dois), são 3 horas de funcionamento a 3kw por hora;
Maquina de lavar roupa, maquina de lavar pratos, secadora de roupas, secador de cabelos, ferro de passar roupas, todos grandes consumidores de energia;
O ar condicionado não nos faz falta, não gostamos.
Assim, como você vê para nós não há outra solução e por isto temos um gerador grande.
Ligamos tudo ao mesmo tempo lá pelas 9 ou 10 da manhã e ao acabar o almoço desligamos.
Neste mesmo período todos os veleiros ancorados ao lado estão com seus motores ligados para recarregar as baterias consumidas a noite com a luz do mastro e congelar a placa eutética do freezer, e todos vivem contentes.
Mas se ao lado ancora um iate a motor, é uma desgraça, gerador dia e noite e
todo mundo reclama.

GPS e Radar

Tento ao máximo usar sua grande experiência e exemplos para auxiliar-me na concretização deste projeto, comecei a pouco a compra e intalação dos equipamentos eletrônicos, por enquanto conto somente com uma sonda Furuno LS6000 e um GPS Garmin 135( que era da minha lancha), foi nesta etapa que vi a necessidade de contactar-lhe para pedir sua opinião quanto os tipos de sistemas eletronicos a serem utilizados, pois pretendo fazer algumas viagens em nossa costa e talvez até o Caribe e quero estar bem equipado.
o.

O Garmim 135 é um ótimo GPS, pelo que ví tem também um plotter e um fishfinder incorporado.

Além do GPS e da sonda, os instrumentos mais importantes em um trawler são o piloto automático e o radar.

Dependendo da forma de seu casco, i.e' como ele se porta com mar de popa, você não precisa de nenhum piloto muito sofisticado. Basta ser robusto.

Quanto ao Radar, é sem dúvida o instrumento de navegação mais importante e mais utilizado por mim.

Não apenas para navegar a noite ou com neblina, mas principalmente para em navegações costeiras tomar as posições, conferir a rota, verificar as posições com detalhe. O GPS é maravilhoso mas não é comparável ao radar em sua precisão e confiabilidade.

Não compre nenhum radar enquanto você não puder ter um bom de verdade. A antena deve ter no mínimo um metro (a do San Marino tem 1,80m) pois quanto maior menor o "beam" das ondas emitidas, portanto melhores detalhes na tela.

Não se entusiasme con cores ou quantuns. Não são importantes. Mas é importante ter um EBL e um VRM ao menos, para calcular bem sua posição. E também um sistema de "Guard Zone" par sua tranqüilidade ao viajar e ao ancorar.

Não viaje para locais desconhecidos sem um bom radar a bordo.

Estamos neste momento cruzando entre Ibiza e o continente (Espanha), perto do cabo De La Nau, onde o trafego de navios é intenso, sem radar eu estaria muito preocupado.


Construindo um trawler (1)

Apreciaria muito poder receber a maior quantidade possível de informações de suas experiências na fase de construção. Estamos com casco, casario e flybridge prontos, construindo escadas internas, acabamento de costados, etc.. Ainda não iniciamos o interior, o que acontecera em breve, talvez dentro de uns quinze dias.

Você está construindo em que material?

Estou pronto para auxiliar naquilo que você precisar.

De principio quero lembrar para usar madeira muito bem seca e se possível marinheira, pois por aqui o clima é muito seco e todo o trabalho de marcenaria vai embora.

Nós secamos o mogno que usamos durante dois anos. Pode-se também secar em forno.

A única peça de todo o San Marino que teve problemas de rachadura foi a mesa de refeições, que foi feita por ultimo, com madeira comprada avulsa. O resto está perfeito.

Pense muito bem na ventilação. É imprescindível fazer circular o a interno trocando-o pelo externo para evitar condensação e mofo.

Carpetes são sem duvida a melhor solução para o piso. Basta passar o aspirador e a sujeira é recolhida ao invés de ir para o porão.

Veja com cuidado se não existem pontos incômodos, uma escada difícil de subir, etc.

Cada um destes pontos vai irrita-los depois de uma longa estada a bordo.

Nossa cozinha é toda elétrica, é fácil e seguro. O fogão é de placa cerâmica, fácil de limpar e as panelas não caem se escorregarem Tudo em tamanho residencial. Temos um compactador de lixo e um triturador de lixo na pia (os dois são muito úteis)

Vivemos somente em bateria, o gerador trabalha só algumas horas por dia.

Para isto, as geladeira e freezers (2) são 12 volts, e mantém-se por 15 dias somente com as baterias.

Temos 7000 watts de inversores e 50 KW de gerador a 50 ciclos. Nas horas que está ligado tem capacidade para agüentar todo o sistema inclusive ar condicionado.( Como backup temos dois alternadores extras de 200 ampères um em cada motor).

Deveríamos ter colocado um pequeno gerador só para carga de bateria. A Balmar fabrica uns ótimos.

Nossas toaletes (5) tem descarga com água doce. Vale a pena. Não dá cheiro, principalmente quando se esta num porto.

São Microphor, nunca deram problemas.

Todo este esgoto vai para 3 holding tanks de 250 litros cada. Não temos saídas diretas. Assim também não temos buracos no casco.

Esvaziamos estes tanques quando em marina, jogando algumas horas antes enzimas que eliminam o cheiro e a poluição, mas não é permitido. É também a tarefa mais desagradável a bordo.

Sei que existem sistemas de tratamento (a Microphor tem um) que vai tratando constantemente o esgoto. Vale a pena dar uma olhada.

Não usamos sistemas hidráulicos de alta pressão, salvo o leme, mesmo assim não tem bomba no motor, apenas no timão.

Tudo é elétrico (12 volts).

Se o cabeamento for bem feito e calculado você nunca vai ter problemas, como nós nunca tivemos.

Nossa praça de máquina é ampla e confortável. Não se esqueça que a manutenção periódica só será feita se for fácil e ela é indispensável.

Dos instrumentos de navegação, sem duvida o mais importante é o radar. Não economize neste item. Temos um Furuno serie 8000 com antena de 1.8 metros, 72 milhas. Não ponha menos que isso se puder. Só assim você vai ter detalhes na tela.

(tenho um Furuno pequeno como backup, com antena coberta para vigia a noite, quando fundeado)

Estes são alguns itens que me vieram à cabeça.

Não quero dar uma de professor, mas sei que palpites são úteis nesta etapa.

Se me lembrar de mais alguma coisa, ou se você tiver alguma duvida, escreva.

Terei prazer em ajudar

Desejando boa sorte,

Sérgio

 

Construindo um Trawler (2)

Quanto a nosso barco, o projeto permitia ser em madeira, fibra ou aço. Como temos em Pelotas um estaleiro pequeno, mas que trabalha muito bem o aço, adotamos este material. O trabalho esta sendo muito bem feito, o barco tem formas bem arredondadas, esta perfeitamente liso sem qualquer deformação provocada pelas soldas, que são feitas com muito cuidado e com uma técnica que evita os problemas de torções do material, tão comum em aço. O material foi todo galvanizado antecipadamente, e as soldas serão jateadas e galvanizadas por asperção, evitando as oxidações também comuns quando a pintura for danificada. A motorização é composta por dois Cummins de 425 HP, reversores ZF 350-A (angulados), acoplamentos elásticos importados, túneis, eixos e hélices feitos pelo Sr. Reimar Hoffmann de Joinvile-SC. O sistema de flutuação (coxins) dos motores e reversores foi projetado e executado por um francês ai de Guarujá, que não me recordo o nome no momento, cuja especialidade é projetos desta natureza para barcos de grande porte, inclusive trabalha muito para Marinha Brasileira. Com isto imagino que teremos uma boa redução no nível de ruídos e vibrações. Para colaborar neste sentido, o barco será todo revestido internamente com poliuretano expandido, que é aplicado por pistola e adere ao casco muito fortemente, auxiliando na redução da reverberação, alem de ser isolante térmico de boa qualidade. O único risco deste sistema e que me deixa um pouco preocupado, é que a expansão é feita com cloro, que quando inflamado é extremamente toxico e letal. Foi o que matou os passageiros da Varig no acidente ocorrido na Franca. Porem como não ha nada melhor ou semelhante, ao menos que conheça, parto do principio que fogo a bordo é algo muito difícil e improvável, alem do que tomarei todas as precauções instalando sistemas de prevenção.

Quando ao interior também faremos em mogno, entretanto, como só o conheci agora, não tomei o cuidado de comprar a madeira com antecedência afim de seca-la bem. O marceneiro que fará o interior é o Sr. Plinio da Barcosul, muito experiente e reconhecido internacionalmente, espero que isto ajude a minimizar os problemas que indicaste. Ainda assim, tentarei secar a madeira em estufa.

Ótima "dica" quando referes a necessidade de se ter uma boa troca de ar com o exterior, afim de evitar condensação e mofo. Principalmente mais para o sul, onde a umidade relativa do ar é sempre acima de 80 %. No San Marino fizeste alguma ventilação, alem das vigias, no nível dos camarotes (linha d’água) ?

No nosso barco faremos os pisos estão projetados para serem:

- camarotes e escadas internas - carpete

- casa de comando, cozinha e área social - madeira (marfim c/ filete em mogno)

- convés, passadiços e flying bridge - teca

Quanto a pontos incômodos que posteriormente se perpetuam nos causando aborrecimentos, tenho tomado todo cuidado. Infelizmente Pelotas dista de Porto Alegre 250 km., e como trabalho não é possível acompanhar o dia a dia. Conto um pouco com a sorte.

O fogão elétrico não exige que o gerador esteja sempre ligado para funcionar?

Compactador de lixo e triturador também achamos indispensável. Em barco se gera muito lixo, e para complicar, lixo volumoso tipo garrafas plásticas, latas de refrigerante e alimentos, caixas de papelão. etc. Prevemos a colocação de triturador na pia e compactador na cozinha. A propósito, conheces algum compactador que funcione em 24 volts. ?

Estou me prolongando demasiadamente, certamente por estar em ferias e pelo prazer de ter contato com vocês. Nos itens seguintes tentarei ser mais breve, visto estar pensando em cada item de teu e-mail.

Gerador e freezer de 24 volts, qual a marca que indicas?

Inversores de 7.000 watts, ótima dica, que marca indicas ?

Também teremos sistema hidráulico só nos lemes e no turco que é um misto de hidráulico e elétrico. Quanto ao sistema de lemes, adquirimos da Vetus o mais robusto que possuem, destinado a barcos de trabalho. A duvida que temos, é se por não ser assistido por bomba elétrica não se torna muito pesado.

No caso dos toaletes com água doce também concordo, nossa duvida é quanto ao consumo de água, isto não é importante ?

A "dica" dos dois radares também foi muito importante, já tinha lido no teu diário de bordo. Também previ a instalação de radar de 72 NM, pois quando se navega com radar de 16 NM, como tinha no veleiro, é que se sente a necessidade de ter definições que não deixem duvidas; exemplo, quando estamos entrando num porto a noite, com mau tempo e não sabemos se o que vemos na tela é bóia ou onda. Aqui temos a ligação da Lagoa dos Patos com o Rio Guaiba ( Itapuah), local extremamente critico, que invariavelmente se chega a noite quando se esta de veleiro pelas distancias a percorre, sempre com muitos ventos, onde passei momentos de apreensão e ansiedade pela falta de um radar mais potente. Realmente passei a considerar a possibilidade de seguir o exemplo do San Marino, ter um radar para quando se esta navegando, principalmente no litoral brasileiro onde estamos constantemente nos defendendo das traineiras de pesca e das redes, onde já levei alguns sustos, e outro de pequeno porte, por conseguinte pequeno consumo, para ocasiões especiais e principalmente para dormis mais tranqüilo.

 

Pelas suas especificações, você está construindo um verdadeiro trawler, não um tipo Grand Banks ou qualquer barco leve que viaja devagar.

O aço é o material ideal para um trawler, é mais fácil de fabricar e reparar, é dúctil, amassa e não quebra em caso de colisão e permite fazer facilmente tanques de combustível com casco duplo e ainda oferece excelente proteção contra raios.

Com as tintas que hoje existem, o problema de corrosão ficam minimizados.

Usei fibra somente pensando no valor de revenda no mercado americano e manutenção fácil.

Para compensar a fragilidade ao invés dos 25mm de espessura normais num casco deste, temos de 75 a 100mm abaixo da linha d'água em laminado sólido, carregamos 5 toneladas a mais o tempo todo.

No meio do laminado colocamos uma tela de cobre para formar o terra necessário ao SSB.

Você está bem assessorado com o Hoffman, o francês eu não conheço.

Nós montamos os motores sem coxins, diretamente nos jasentes e portanto não temos juntas elásticas.

Nos Detroit isto é possível pois são os motores que menos vibram (são 2 tempos), sei que num MTU haveria mais vibrações.

Como nossos jasentes são de fibra de vidro com alma de compensado naval de cedro, nossa montagem rígida não é também tão rígida assim. Num casco de aço vale montar tudo isolado.

Temos 68 db no pilot house em velocidade de cruzeiro, nunca nenhuma vibração. Deu certo.

Também o San Marino está todo revestido internamente (até a linha d'água) e nos tetos com 10 cm de poliuretano expandido.

Eu sabia do risco também e laminei sobre todo o poliuretano exposto, uma camada de 2mm fibra de vidro (só uma manta) anti-chama (basta misturar hidróxido de alumínio -não esto seguro se é hidróxido- na resina) ou comprar a resina já anti-chama.

Assim o fogo não atinge tão rapidamente o poliuretano, retarda a combustão e melhora o acabamento.

Também não coloquei poliuretano na casa de máquinas, lá usei espuma de células fechadas anti chama com milar por fora (dá um lindo acabamento) e uma lamina de chumbo no meio (redução dos graves, você não precisa, seu casco é de aço) , exceto nas aplicadas nos costados.

Não há duvida que o mogno é a melhor madeira náutica, e o brasileiro é talvez o melhor do mundo.

Desculpe-me a dureza, mas tenho que dar minha opinião:

Pense duas vezes antes de fazer o deck com Teca.

Sei que é o mais bonito e chic, mas sei também que você não é ligado em badalações, como nós.

A Teca vai bem em países frios, mas fica quentíssimo sob o sol dos trópicos, a ponto de não se poder pisar descalço sobre ela.

Toda esta temperatura se transmite ao interior do barco durante o transcorrer do dia e da noite, pois seu poliuretano é um ótimo armazenador de calor.

Além disto, como antiderrapante não é lá destas coisas, além do problema de fixação sobre o aço.

A Teca é um piso típico ideal para barcos de madeira, mas como piso postiço não me agrada.

No San Marino colocamos o piso antiderrapante da Vetus, que foi também um fracasso.

Não esquenta mas desbotou rapidamente e manchou em vários locais (A Teca também mancha), e também descolou em muitos pontos.

Durou 2 anos.

Substituí pelo mesmo tipo de piso, mas do americano Treadmaster .Foi uma solução definitiva, é ótimo, está perfeito até hoje.

A ventilação no San Marino, além da livre (entrada de ar pela proa com 4 tomadas de ar e saida pela popa) inclui ao menos um exaustor elétrico em cada camarote, banheiro, 2 na sala de máquinas, 2 em nosso camarote, num total de 15 unidades.

São elétricos, fabricados pela Nicro Marine nos EUA, consomem muito pouco (0.25 ampères cada) e ficam o tempo todo ligados (em velocidade baixa), inclusive agora que estamos longe a 3 meses do San Marino. Nos banheiros, entram em velocidade alta quando se acende a luz).

Alguns já começam a dar sinal de cansaço mas trabalhar 6 anos sem nunca parar é uma ótima performance.

A regra é calcular um sistema de troca forçada de ar que troque todo o ar de cada ambiente a cada 4 horas.

Existem modelos que funcionam com energia solar (Não servem pois só trabalham de dia quando é menos preciso) e outros com energia solar e bateria recarregável (que talvez precisem ser trocadas a cada 2 anos).

Consulte catalogo da West Marine (www.westmarine.com).

Nosso sistema elétrico inclui três inversores. Um 12/110v 60 ciclos, 2000 watts , para nossa linha de 110 volts (som, computador, aparelhos portáteis).

Dois 12/220 volts 50 ciclos que trabalham em tandem, em paralelo, com 2500 watts cada um.

Nesta rede de 220 volts está ligada toda nossa cozinha, exceto o forno.

Assim, tudo funciona com as baterias, inclusive o fogão, maquina de lavar pratos (alimento com água já quente para evitar gasto de energia elétrica), compactador, triturador e todos os demais eletrodomésticos.

Funciona muito bem, temos dois bancos de baterias de 1200 ampères cada, um só é suficiente para agüentar (usando os mandatórios 25%) 24 horas de vida.

Claro que para cozinhar pesado, usamos o gerador, mas o fazemos algumas horas por dia quando aproveitamos para usar a lavadora e a secadora de roupas, aquecer a água quente - dois boilers de 80 litros elétricos ou a diesel- e quem sabe o ar condicionado e fazer água doce.

Quando navegamos os alternadores de 200 ampères em cada motor aquentam todo o tranco, não há necessidade de ligar o gerador, só para o dessalinizador.

Só para você ter uma idéia, nossos dois motores estão com 2.000 horas cada, e nosso único gerador está com 1800 horas.

Temos uma geladeira, 2 freezers e um Ice Maker que nunca botei para funcionar.

Os freezers e as geladeiras são Adler Barbour Supercoldmachine, funcionam a perfeição. Só tive que trocar os termostatos dos freezers, pois com o que vem com o equipamento não se obtém menos que -10C.

Como o mínimo seguro é -18C, com os novos termostatos cheguei a -22C. (precisa controlar com perfeição a pressão do gás)

O segredo é a isolação. Faça você mesmo a geladeira e o freezer e isole com NO MINIMO 5 polegadas de poliuretano.

Vou verificar o nome de um livro importantíssimo neste aspecto (refrigeração) que é o problema mais difícil de resolver em um barco. Te informo se achar. No nosso ficou tudo muito bom.

A propósito, se puder ainda trocar de 24volts para 12, faça.

Sei que o cabeamento elétrico vai ficar muito mais pesado e caro, mas você vai sempre ter problemas em encontrar equipamentos que funcionem em 24 volts.

12 volts é o padrão nos Estados Unidos, e na Europa, onde usaram muito 24 volts, todos estão mudando.

Você pode deixar os motores em 24 volts, e o resto fazer em 12.

Se o cabeamento for bem calculado (no San Marino calculei para perda máxima de 3%) tudo vai funcionar à perfeição.

O sistema hidráulico não assistido funciona muito bem e é leve, mas isto depende de seus lemes, se são compensados ou não. O nosso é Hynautics.

Os toaletes consomem 2 litros a cada descarga. É pouco se você tiver dessalinizadores a bordo e também economiza holding tank.

A parte elétrica é importantíssima.

O ideal é usar cabeamento prateado (estanhado com o cobre não exposto) e crimpar os terminais.

Quando construí o San Marino, não havia cabos estanhados no Brasil. Assim crimpei soldei todos os terminais e cobri as soldas com espaguete termoretráctil. É uma solução aceitável, com o defeito das soldas ficarem rígidas, portanto sujeitas a quebras pelas vibrações. Até hoje não tive qualquer problema.

SOB HIPOTESE NENHUMA crimpe terminais diretamente sobre fios de cobre não estanhados. Num barco do nosso porte existem milhares de terminais e você vai criar milhares de problemas!

Em poucos anos os fios vão ficar pretos de oxidação e a voltagem vai cair, e seus equipamentos vão se queimar ou por falta ou por excesso de voltagem (caso o mau contato seja no neutro).

Não pense que estou exagerando, a coisa é assim mesmo, o meio marinho é terrível.

Estou a sua disposição. Elétrica e eletrônica são minha especialidade, se você quiser mande o esquema elétrico para mim que darei um palpite. Palpites não custam nada, basta jogar no lixo depois.

Me dá prazer ajudar na construção de um barco tão perfeito quanto o seu vai ser.

 

Construindo um Trawler (3)

Gostaria de fazer-lhe algumas perguntas:

- também é nosso plano termos uma boa bancada de baterias, que tipo de baterias vocês estão usando ?

- gerador de 50 kwh não é muito grande, existe uma teoria que o gerador não deve trabalhar com menos de 80 % de carga, isto procede ?

- tendo em vista que o Porta do Mar é de aço, por conseguinte transmitindo ruídos e vibrações com muito mais facilidade do que fibra ou madeira, pretendo colocar poliuretano expandido também na casa de maquinas, revestindo com espuma de célula fechada com alma de chumbo. Considerando o problema de gases tóxicos com a combustão do poliuretano, qual é sua opinião quanto a se ter poliuretano na casa de maquinas ?

- embora não tenha experiência com teca, pelo que tenho visto é realmente um problema. Algum tempo atras tomei conhecimento da opinião de um casal inglês, que disseram terem encontrado a felicidade, haviam tirado a teca do barco.

Porem não se pode negar que a teca da um acabamento muito agradável e bonito.

Nos guardamos do Miami Boat Show do ano passado catalogos do piso Treadmaster da Simpson Lawrence, o mesmo que sugeres. O que gostaríamos de saber, é se a cor branca não fica com aspecto de sujo e se pés de cadeiras ou objetos agressivos não danificam o piso ?

Como Você previu, realmente já nos deparamos com a dificuldade de encontrarmos instrumentos e objetos elétricos em 24 volts, o que já nos fez acertarmos com o engenheiro que esta nos assessorando que o Porta do Mar terá três circuitos elétricos, em 110, 12 e 24 volts.

Conhecemos na América os fios e terminais estanhados. Você conhece no Brasil quem faca fios estanhados com capa de PVC ?

Nossas baterias (todas) são Gel, Sonnenshein (alemãs) vendidas nos estados unidos sob o nome Prevailler.

São células individuais de 2 volts e 1200 ampères cada, ligadas em série, dois bancos de 12 volts cada.

São muito boas, agüentam descargas e cargas violentas e principalmente não criam gases corrosivos e explosivos.

É correta a afirmação que um gerador não deve trabalhar sem carga. Queimam-se os bicos injetores. Dizem ainda que carboniza demais a cabeça dos pistões, e alguns afirmam que porcelaniza a parede dos cilindros.

Mas 80% é muito exagerado. Claro que varia de motor para motor.

Eu diria que você pode usar um gerador sem carga por uns 30 minutos, e depois por uns 5 com carga, o que é suficiente para forçar o diesel pelos pequenos furos dos injetores e limpar tudo. É tudo chute.

Mas com segurança 50% é tranqüilo.

No nosso caso, o ar condicionado consome 20 KW, basta liga-lo e já estamos seguros.

Tendo 50 KW, podemos ligar tudo ao mesmo tempo:

Maquinas de lavar e secar: 3kw

Lava louças: 2.5 KW

Fogão 7 KW

Forno 4kw

dessalinizadores 2x 3.5 KW

aquecedores de água 2x 3 KW

Carregadores de bateria: 2x 4 KW

etc. etc.

Ligamos tudo de uma vez,(normalmente mais ou menos às 10 da manhã) em 4 horas o San Marino está pronto para passar as próximas 20.

Tudo depende do costume de cada um.

Mas existem outras opções.

A Northern Lights (marca de nosso gerador) oferece a possibilidade de usar 2 geradores em paralelo, ambos são comandados eletronicamente e a ciclagem se acerta. É uma opção, você usa um ou os dois juntos.

Você pode também (seguindo a Northern Lights) usar dois geradores com blocos idênticos (portanto mesmas peças de reposição), um girando a 1800 RPM (baixa rotação, baixa potência, pouco ruído e longa vida, tradição da NL) e o outro a 3600 RPM, com muito mais potência , para as horas de pico.

Os Northern Lights usam bloco John Deere, (motor de maquinas agrícolas), são muito suaves e robustos.

Quanto aos ruídos lembre-se:

Você não precisa isolar os costados, pois o ruído vai para fora e se perde;

Você não precisa isolar o teto a sala de maquinas, pode faze-lo por cima, longe do perigo.

Sobram as anteparas. Isole-as pelo lado de fora, deixe a sala de máquinas sem poliuretano.

Use apenas dentro espuma de célula fechada para diminuir a reverberação e matar os agudos.

Você não precisa da lamina de chumbo. Já tem o aço que faz o mesmo ou melhor: Isolar os graves!

Quanto ao Treadmaster, não mancha, agüenta sem problemas os pés de cadeira e outras agressões. É um bom material. Mas não temos experiência com o branco, é novo, o nosso é marron, cor da teca. Colei com poliuretano, ficou ótimo

Não encontrei fios estanhados no Brasil, tive que estanhar as extremidades e soldar os terminais.

Soube que o Amir Klink conseguiu uma indústria que fabricou fios estanhados para ele, mas não sei qual é.

Compre terminais crimpáveis sem isolação, coloque um espaguete termo retractil no fio, solde e cubra tudo com o espaguete. Fica perfeito, acho que me;hor que crimpar sobre o estanhado.

Em 7 anos, jamais tive qualquer problema elétrico.

Continue curtindo sua construção, estou à disposição