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A Viagem do MS San Marino - Na ÁguaVisite o site da NOVA viagem do San Marino
NA ÁGUA Batismo - Gerson Machado - Prova de Mar - Porto Marina Asturias Em Fevereiro de 1993, lançamos o San Marino à água. A madrinha, Renata, minha nora, teve um pouco de dificuldade ao quebrar um espumante de San Marino (país de origem de minha mulher) na proteção de inox da proa
A carreta era precária, feita com perfis de aço comprados em um ferro velho, mas tudo com a orientação sábia do Gerson Machado, engenheiro naval responsável pelo final da construção. Confiante nos cálculos hidrostáticos do David, e em nossa cuidadosa movimentação de pesos e cálculos de momentos, tínhamos já pintado corajosa e indelevelmente a linha dágua. O casco boiou com perfeição, em suas linhas. Seguiu-se um trabalho meu, pessoal, de instalar todos os equipamentos eletrônicos, testa-los, ajustar cada peça que se movia, desde às bússolas até os motores. Simultaneamente o Paraná, com sua excelente oficina mecânica, acabava os trabalhos em inox, os coxins dos motores, o alinhamento dos eixos. Cada peça importante foi feita sempre com uma unidade a mais de reserva. Assim os eixos, pés de galinha, lemes, enfim, cada item sobressalente foi cuidadosamente fixado em seu local de viagem.
A diligente Marinha Brasileira efetuou a inspeção regulamentar e nos concedeu licença para "prova de mar". Deveríamos teoricamente dar uma volta para testes e retornar ao estaleiro.
Voltamos ao Guarujá, corrigimos tudo e iniciamos a viagem, parando por 6 meses em Angra, para curtir esta baia incrível e realizar todos os ajustes finos que qualquer barco precisa. Foram quase 4 anos de projetos e sonhos, onde as principais dúvidas sempre eram: Conseguiremos?. Como navegará este barco? . Teremos condições de viajar o mundo, como sonhamos? Bem, aí está. Quando se deseja uma coisa na vida, é preciso dar o primeiro passo. Com vontade, determinação e sorte aquilo que se planejou pode se transformar em realidade. Barco pronto, foi difícil desligarmo-nos da engrenagem da vida. Amigos, parentes, filhos, trabalho, cada elo a romper era um misto de sofrimento e desafio. Mas também nesta área a sorte nos ajudou. Foram tantos a nos apoiar que ao soltarmos as amarras do píer de concreto do Porto Marina Asturias, estávamos seguros que esta nova vida seria boa para todos. Iniciei naquele dia o diário de bordo, que iria me acompanhar por tantos anos e tantos locais. Em minhas anotações diárias, junto emoções, dados de navegação, um pouco de guia turismo e um pouco de informações técnicas que podem vir a serem úteis a quem resolver seguir caminho paralelo ao nosso. (estão em itálico para quem quiser salta-las). A estes recomendo: - não desista, vale a pena - Sergio Castello Branco, Janeiro de 1996
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