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A GRECIA CONTINENTAL

Golfo de PatrasGolfo de CorintoCanal de Corinto - Atenas

LOG ENTRY FOR: Wednesday, July 29, 1998

11:00 Estamos prontos para partir de Kioni. Como sempre as despedidas, o Karl Heinz e a Ushi, nos ofereceram mais um champanhe e depois nos ajudaram com as amarras.

Mas também como sempre aqui em Kioni, antes de soltarmos o cabo de popa um pequeno veleiro que tentava partir, tinha sua ancora presa à nossa.

Por um bom tempo eles tentaram solta-la sem sucesso.

Saímos então com cautela até próximo deles e levantamos nosso ferro que subiu junto com o deles. Livres, subimos nossa segunda ancora que estava lançada com cabo de 1" ; guardamos nossas defensas e partimos.

12:25 Proa para a ilha de Akrotiri, boca do golfo de Patras, que separa o Peloponeso do Continente Europeu, primeira perna em nossa viagem até Mesalongion, a cidade sagrada da Grécia, onde porem não resta muita coisa para se ver.

Foi um bastião na guerra contra os turcos em 1821. Em 1825 a cidade foi atacada pelos turcos pelo mar, e pelos turcos - egípcios pela terra. O sitio durou um ano.

Os habitantes passaram fome e enfrentaram, pestes. O Êxodo da cidade, conhecido como o "Êxodo Heróico de Mesalogi" foi cantado, escrito e descrito em poemas antológicos gregos.

Não esperamos muito desta cidade, mas foi lá que Lord Byron morreu e o porto é bem protegido.

A entrada será por um canal que parece bem balizado.

Viajamos a 8.5 nós, 1480 rpm, rumo 119. Mar calmo sem ondas, pouca visibilidade, 30 graus, 1010 Mb, 70% de umidade, céu de altocumulus em pedaços.

13:38 38° 20’40"N, 20° 55’97"E, mar calmo, rumo 119°

14:50 Mudamos para rumo 090° . Estamos no Golfo de Patras, domínio de Atenas ao norte, de Corintos, ao sul.

15:30 O vento aumentou para força 5, o mar está com carneirinhos. Um helicóptero americano chama um barco vizinho que parece que está com problemas. Ele responde confirmando estar sem motor desde ontem, mas poderá repara-lo sozinho.

Estamos cruzando com um petroleiro imundo, uma ferrugem só. É o Balcan Star 4.

17:00 Ferro no fundo, bem ancorados na pequena e protegida baia.

A noite será tranqüila, com musica da taverna ao fundo. Não há previsão de ventos fortes apesar da frente fria que entra esta noite.

 

LOG ENTRY FOR: Thursday, July 30, 1998

Dedicamos o dias a conhecer a cidade, pequena e simpática. Há um longo cais onde se pode atracar de costado, mas preferimos ficar ancorados.

Fomos ao hotel local pedir instruções de como deveríamos proceder para enviar um pacote à Dinamarca. É que nosso Inmarsat C quebrou, provavelmente por erro meu, ao tentar implantar um novo software. Como ele não rodava, tentei mexer no firmware e provavelmente alterei os códigos de identidade, aos quais só a fabrica tem acesso. Pediram-me para enviar o aparelho.

Estamos assim sem Telex, fax ou E-Mail, e ainda sem previsão segura do tempo pois o Navtex às vezes não chega.

Chamaram o DHL local, que chegou em 10 minutos e pegou o pacote - eficientissimo - e muito gentil.

 

LOG ENTRY FOR: Friday, July 31, 1998

9:30 Ferro levantado, voltamos ao canal. Estamos indo para LePanto.

Saímos pelo canal, que é fácil e profundo, de 3 milhas de extensão.

Antes de levantar o ferro remarquei nossas correntes com marcas de fita adesiva a prova d’água. Pintar é melhor mas é trabalhoso e também desgasta. Com as fitas adesivas, troco a cada estação ou quando alguma delas cair.

10:23 Estamos em Akra Evinos, onde há uma baliza mostrando o fim do banco de areia, que é perigoso e devemos evitar. Tomamos agora o rumo 080° , para a boca do golfo de Corintos, que está a 12 milhas daqui.

O mar é calmo, ondas de meio metro, de proa.

1012 Mb, 55% de umidade, céu sem nuvens, 30 graus.

12:15 Saímos do golfo de Patras, entramos no golfo de Corintos. Há muitos ferryes, 3 bem perto de nós, tivemos que fazer um zig zag pois eles são rápidos.

13:02 Estamos frente às muralhas de LePanto. O porto é pequeno para nós, a ancoragem é boa, mas decidimos seguir em frente.

13:50 Rumo 080° às ilhas Trizonia. Parece que lá ha um belo porto e a cidade é simpática. Se a Milena gostar, ficamos.

Deveremos chegar lá às 14:50

15:00 Ancorados bem no meio da pequena baia onde mal cabem os outros três barcos que aqui já estavam.

 

LOG ENTRY FOR: Saturday, August 01, 1998

Trizonia foi uma bela surpresa.

Uma baia bem protegida com uma marina semi construída ao fundo, onde pode-se atracar gratuitamente.

Preferimos ficar ancorados, em águas transparentes e tranqüilas.

Na montanha em frente uma placa: "Lizzie’s yacht club".

Pouco depois aparece um menino em um dinguie, falando alemão. Ele nos forneceu um cardápio do que se comia no Lizzie’s e disse que seu pai falava português e nos encontraria lá.

Subimos as escadarias, ainda era claro, a vista é magnifica lá de cima.

A baia azul e as montanhas muito verdes.

O San Marino, bem no meio da baía, calmo e bem protegido junto a outros dois yachts em baixos.

Comemos bem, a proprietária, inglesa, que se mudou com a mãe para lá há uns 5 anos, tem curiosas historias.

Sua mãe, artista de cinema famosa, largou tudo para morar naquele paraíso e ela a acompanhou.

Comemos um delicioso "chili com carne" e batemos longo papo com o alemão que em sua juventude morou 4 anos no Brasil, que adora.

 

LOG ENTRY FOR: Monday, August 03, 1998

11:30 Estamos levantando ferro, deixando Trizonia rumo Galaxidhis. Serão 22 milhas de viagem.

11:40 Foi difícil subir o ferro, estava cheio de lama dura e grama. Estamos viajando agora rumo 110° , a 8.3 nós, 1500 RPM, 23 litros por hora por motor.

Nossa próxima perna vai até o cabo Psaromita , a 4 milhas. Deveremos chegar lá às 12.30 . Mar calmo, vento força 2 de NE, 1018 Mb, 50% de umidade, céu sem nuvens, visibilidade 2 milhas.

12:29 Farol do cabo Psaromita a bombordo. Bela construção em pedra, lembrando os velhos faróis e a vida dos faroleiros tão bem descrita se não me engano por Melville.

Próxima perna até o cabo Andromaki, rumo 035° , estaremos lá às 13:35.

Acabamos de ultrapassar um catamarã francês. Como sempre grande festa porque perdemos o jogo. Dá para sentir a importância do futebol do Brasil, tão grande é a alegria dos franceses.

2:45 Atracados de popa no cais da cidade.

Jantamos num restaurante muito bom com Sea Bass grelhado, mariscos e queijo feta, e vinho de Patras.

 

LOG ENTRY FOR: Tuesday, August 04, 1998

14:05 A entrada para Galaxidhis é complicada.

Há diversas lajes submersas, algumas à flor d’água, e existe apenas uma marcação segura, um bloco de pedra lavrado, branco e todo trabalhado, que marca uma laje na entrada do canal.

É a mais bela bóia de marcação que já vimos, parece que do tempo dos romanos.

Por rádio falamos com as autoridades portuária que nos indicaram o local onde deveremos atracar.

14:45 Estamos atracados de popa. No inicio do cais.

A nosso boreste está um catamarã de bandeira suíça com tripulação italiana. É um grande barco (22 metros).

O proprietário veio conversar conosco, ele deseja trocar seu barco por um tipo do nosso.

Forneço informações, ele vai cruzar o Caribe, no próximo verão.

 

LOG ENTRY FOR: Wednesday, August 05, 1998

9:05 O vento volta a bater, todo mundo vem para o porto, se refugiar.

Chega um belo ketch americano, um Beneteau de uns holandeses, e o White Rose, um imenso iate novíssimo, de 35 metros, que atraca a nosso lado.

A tripulação ( 8 pessoas ) é arrumadíssima e antes veio o capitão num belo Boston Waler avisar que iriam atracar.

Perguntei dos geradores, ele informou que manteria ligado.

Como nosso escape é por bombordo, onde eles atracarão, informei que nós também eventualmente o faríamos. Todo mundo de acordo.

Atracado, o White Rose colocou tapete vermelho no cais, e seus proprietários desceram para conhecer a cidade.

14:00 Vento força 5, bem na direção da proa do White Rose. Forma-se uma marola brava, o Boston Waler que é o barco de apoio do White Rose, embarca muita água e quase afunda.

Com muita calma, dois da tripulação pulam na água, e o proprietário dá ordens com gentileza e fleuma, são ingleses.

Depois de um pouco, embarcam o Boston Whaler com ajuda do guindaste e limpam tudo imediatamente.

Os proprietários são um pouco esnobes, não nos cumprimentam como é normal entre navegantes.

Levam no mastro à popa, uma imensa Royal Ensign Azul, com uma coroa no centro, onde diz Yacht Club de S. Majestade, a Rainha.

A fim de fazer uma brincadeira colocamos imediatamente em nosso mastro de proa uma grande bandeira de San Marino, que é azul clara com uma grande coroa no centro e alguma frase em latim.

Imediatamente eles vieram ao costado e nos cumprimentaram sorrindo e gentis. Devem ter pensado que também tínhamos nobres a bordo!.

 

LOG ENTRY FOR: Thursday, August 06, 1998

10:30 Deixamos Galaxidhis e estamos rumando para o canal de Corinto.

O tempo é bom, ventos força 2 N, mar calmo, previsão de ventos fortes.

33 graus, 1010 Mb 60% de umidade, céu sem nuvens, visibilidade 3 milhas.

11:50 Estamos no cabo Pangalos, o vento aumentou, força 7,`NE, o mar começa a engrossar, ondas de 1 metro com carneirinhos.

Decidimos deixar o canal para amanha, se o tempo melhorar.

Alteramos nosso rumo para 106° , vamos para a Baia de Dohmvaimas, onde há boa ancoragem para passarmos a noite.

14:20 Estamos entrando na Baia, tudo é deserto, não ha vegetação nenhuma. Será tudo uma surpresa pois nossos pilot book não dão qualquer informação do local.

O vento voltou a soprar forte, forca 8, depois de rondar por todo o quadrante, dando assim um período de calma.

15:07 Fomos até o fim da baia. em Iannou e O. Vathi. É tudo deserto demais, ha um porto em construção e uma vila com uma igreja e duas casas. Algumas habitações muito antigas, tipo pré históricas. Decidimos tentar Saranti.

16:09 ancorados em 20 metros de profundidade na baia de Aiki, onde há um pequeno vilarejo, garantidamente sem turistas. Vamos ver como é uma pequena vila grega de verdade!

22:00 De dinguie, desembarcamos no Pier de um pequeno restaurante.

O dono logo veio nos cumprimentar, ele fala bom inglês, morou nos Estados Unidos.

Nos leva (como é costume na Grécia) para o interior da cozinha, para ver e escolher os peixes que desejamos.

Enquanto isto um grupo de crianças se diverte jogando pedrinhas dentro de nosso dinguie.

Comemos bem, os locais logo se aproximaram para conversar, gente simpática.

 

LOG ENTRY FOR: Friday, August 07, 1998

6:30 Motores ligados.

6:45 Rumo 256° , vamos voltar tudo para trás. Vamos novamente para Trizonia, no golfo de Patras, pois o tempo não anda bom e lá é mais protegido.

Serão 43 milhas de viagem, deveremos chegar às 13:00 se o mar estiver bom e os ventos mais calmos.

Próximo WP -m 64 Cabo Tamburio a 6 milhas.

27 graus, 1016 Mb, 65% de umidade, amanhece.

Viajamos a 1500 RPM, 8.5 nós.

Ventos quadrante norte, variáveis, força 5.

Mudamos de idéia. Decidimos alterar o rumo e atravessar o Canal de Corinto. São daqui 16 milhas.

O mar esta calmo, o vento baixou para forca 2, N.

8:40 Entramos na Baia de Corinto. A cidade de Corinto à nossa proa, a 7.5 milhas.

Mas o vento volta a bater forte, força 8, N.

A baia de Corinto é conhecida por virar rápido, ondas de 2 metros já estão empurrando a nossa popa, com cristas brancas.

Vamos surfando a 9 nós em direção à boca do canal.

O canal fica um pouco ao norte da cidade, uma milha. Seu trafego é canalizado em dois sentidos, é preciso esperar que o sentido mude para atravessa-lo. Bandeiras vermelhas e azuis mostram se está aberto ou não de dia. A noite são luzes vermelhas e azuis. Com neblina a sinalização é por buzina.

O canal tem 3.2 milhas de comprimento, 25 metros de largura. É cortado entre rochas cuja altura máxima atinge 76 metros.

Os antigos puxavam os navios usando uma estrada pavimentada que corre paralela ao canal, pois ha corrente de até 3 nós em ambos os sentidos, dependendo dos ventos.

Nero foi quem começou a escavar com seriedade usando 6000 escravos judeus.

O canal em sua forma atual foi acabado pelos gregos em 1893.

Duas pontes flutuantes que abrem-se um movimentam-se dependendo do tamanho do navio, permitem sua travessia por carro.

9:10 Chamamos pelo canal 11 as autoridades do canal. Nos deram permissão para entrar, está aberto em nosso sentido. Junto conosco vão o cargueiro Dore, que pediu piloto e dois yatchs a motor de nosso tamanho.

9:40 Estamos esperando abrir a entrada, ha muito vento, forca 8, jogamos ferro para segurar a proa .

O local de espera é pequeno e é preciso cuidado para não colidir com os outros barcos.

Na verdade deveríamos estar esperando do lado de fora, com é obrigatório, mas como rolava muito, as ondas estão já com três metros, nós e os outros 2 iates entramos bem na boca do canal, que é protegido das ondas, as não do vento.

10:25 Ordem para entrar.

Vamos atras de um Grand Banks inglês, na frente do imenso cargueiro que vem rebocado por um rebocador.

O canal é estreito e tem corrente forte, no mesmo sentido de nossa navegação.

Canal-de-Corinto.gif (230645 bytes)

Vamos indo a 3 nós, cuidando para não nos aproximar muito do barco da frente e também não sermos atropelados pelo rebocador. É emocionante e as altas paredes nos deixa minimizados.

O vento, entra pelo canal com violência e é preciso cuidado para não bater nas paredes, pois a corrente favorável dificulta as correções de rumo.

No fim do canal, há um longo cais onde se atraca de costado, para pagar as taxas.

Com muito vento, atracamos com a ajuda do pessoal do posto de gasolina e fomos imediatamente ao escritório.

Todos ficaram muito surpresos com nossa bandeira brasileira.

Eles acham que há muitos anos não passa por aqui um barco brasileiro.

Pagamos as taxas (altíssimas, quase 300 dólares), dizem que é o canal mais caro do mundo (por milha).

11:20 Não foi fácil sair do porto. Tínhamos o barco inglês atracado à nossa proa e um outro colado na popa.

O vento continua força 8, e nos joga sobre o cais.

Com um cabo curto passando pelo cunho de proa e ré no motor de boreste, giramos uns 30 graus e quando a Milena soltou o cabo saímos de popa, rapidamente.

12:00 Ancoramos na primeira baia ao norte da boca do canal para decidir para onde ir.

Por telefone conseguimos um lugar na Marina de Faliron, e lá vamos nós outra vez. Serão 4 horas de navegação, é próximo a Piraeus, o porto de Atenas

!3:45 O mar voltou a ficar pesado, ondas de 1.5 metros de través, fui obrigado a mudar a rota para rolar menos. O vento baixou, está 4 - 5 e a previsão é voltar força 8, quase tempestade.

Espero entrar na marina com pouco vento, pois é preciso pegar o corpo morto e somos só 2.

14:30 Farol da ilha Salamina a bombordo. Lembra a famosa batalha com os persas

14:50 Estamos cruzando o canal de entrada do porto de Piraeus. Há dezenas de navios ancorados e o trafego é intenso. Toda atenção é pouca.

15:34 O Partenon à nossa proa. Quantos navios ansiaram por esta marcação desde a antigüidade? Eu pessoalmente quando estive em Atenas ha 15 anos atras, sonhei em chegar aqui um dia, de barco para ficar bastante tempo. Nunca pensei que chegaria com meu próprio barco.

16:00 Entramos na marina. Atracamos com facilidade, o vento vinha de popa.

São 46 dias sem tocar terra, agora o San Marino recebera eletricidade e água da cidade de Atenas.

 

LOG ENTRY FOR: Saturday, August 08, 1998

Estamos na Marina Flisbos, em Atenas.

O Antônio Baleche deverá chegar no dia 13, a Leda dia 14. São nossos amigos de S. Paulo

Temos muito a fazer neste período.

É preciso dar uma limpeza geral no San Marino, depois de quase 2 meses de cruzeiro, por fora está tudo cheio de sal e fumo.

Devo também revisar o gerador e os motores, pois fizemos 400 horas com o primeiro e 100 em cada motor, como sempre sem nenhum problema.

Religar o San Marino em eletricidade de terra, como sempre é um problema. Aqui temos afinal trifásico 380, mas o plug é diverso daqueles que temos. Assim, compramos um outro e já estamos ligados. Pela primeira vez usamos o ar condicionado em uma marina, mas também pudera, o calor está na faixa dos 40 graus.

Com a moto demos um giro pela região. O bairro é muito bom, com ótimo comercio restaurantes e diversões.

À nossa proa está o velho liner grego Olympia, luxuoso nos anos 50, agora transformado em discoteca. Temos musica a noite toda.

Aqui há iates imensos, nunca vimos tantos juntos, de diversas nacionalidades.

 

LOG ENTRY FOR: Sunday, August 09, 1998

Passamos o dia lavando o San Marino, eu por fora, Milena por dentro.

A noite, um giro por Atenas, fomos jantar na Plaka, zona de muito movimento, restaurantes, musica. Comemos razoavelmente bem, as típicas "Pie" fritas, camarão grelhado.

 

LOG ENTRY FOR: Monday, August 10, 1998

Hoje revisei o Gerador, troquei o retentor da bomba d’água, estava vazando. Fomos pela manhã ao Supermercado, muito bom, tem de tudo, uma festa.

 

LOG ENTRY FOR: Tuesday, August 11, 1998

Estamos fazendo vida de cidade. Decidimos comer como cosmopolitas. Ontem foi Pizza Hut, hoje hambúrguer no Wendy's.

Chegou a bateria que tinha encomendado. Chegou também o Inmarsat C que mandamos para a Dinamarca consertar e adaptar para recebermos E- Mail.

Tivemos problema com uma célula da bateria, e vamos troca-la. É uma célula de 2 volts, assim espero não ter que trocar todo o banco de baterias.

 

LOG ENTRY FOR: Wednesday, August 12, 1998

9:00 Chegaram os inspetores da ABS e os mergulhadores para fazer a inspeção do casco. Como sempre muito gentis, tudo em ordem, não há nenhum problema com nosso querido barco. A próxima será em julho de 1999, quem sabe onde?

 

LOG ENTRY FOR: Thursday, August 13, 1998

Ao trocar a célula danificada, verifiquei que também as outras células estão mal. Os terminais estão se soltando devido ao movimento violento que tivemos no Golfo de Corinto.

Na construção coloquei uns espaçadores de compensado entre as baterias e eles se esfarelaram. As baterias começaram a se movimentar, forçando os terminais.

Desde manhã estou acabando de colar as baterias umas às outras com poliuretano. O dano foi grande, espero que quimicamente elas continuem funcionando.

O Baleche chega hoje às 16:45 de Lisboa.

16:00 Saímos de moto rumo ao aeroporto.

A Milena voltou com ele de taxi, eu de moto. Me perdi, levei mais de uma hora para chegar.